terça-feira, 18 de maio de 2010

Sentimentos

Viver eternos sentimentos,
tão pulsantes
como sorrir,
tão tenros como crianças...
crianças de colo,
crianças brincando
no entretenimento da vida.
Amar... Uma dor
que nunca cicatriza
porém ensina
e deixa expostas palavras, exemplos
e caminhos a seguir.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Um coração

Um coração que ama
possui a leveza dos pássaros,
sempre está de bem com a vida...
acredita na promessa da salvação,
pois o seu contentamento
é como a gaivota...
em plena liberdade.
Um coração que ama
conhece os caminhos a seguir,
tem o sorriso benevolente...
ama de tal maneira,
sem revidar os outros
e gosta sem preconceito de credo.
Vive sem remorso,
nele não há ignorância...
pois sua sabedoria atravessa gerações.
Tem humildade de sobra
e todas as ambições do mundo,
não chegam aos pés
da sua realização.
Um coração que ama
se maravilha com o brilho da lua...
Tem profunda riqueza de espírito,
se alegra com a alegria do próximo
e tem sempre um olhar para Deus.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Voz de um rosto

Disseram que falei muito,
mas eu só ouvi
o barulho do mundo
nas brincadeiras das crianças...
atropeladas no desespero;
no desamor dos jovens
desordenados de medo;
na renúncia dos reis
mascarados na fama...
no gaguejar dos sábios
perdidos na burrice;
no relutar dos velhos
com medo do amanhã.
Na oficina do ódio,
tentaram tudo
e esqueceram de amar...
e sem amor ficaram escravos
das suas próprias maldades.

Um canto um cantar

Lembro como se fosse hoje...
O canto do meu sabiá
Que triste cantava e cantava,
Só para não me ver chorar.

E quando chegava domingo
Logo cedinho, bem cedinho...
Eu me levantava ligeiro,
Ao belo canto do passarinho.

Era saudoso o seu cantar,
pois ele cantava sem fim
E eu, vendo tudo... percebia
Que seu cantar era pra mim.

Passou tudo e quando recordo...
Só lembranças tenho guardadas,
pois meu sabiá nunca mais
Saudará minhas madrugadas.

Venho

venho trazer-te palavras sinceras,
jamais escritas a uma desconhecida...
com as maravilhas
do meu espírito
e as etapas pitorescas,
das minhas relutâncias.
Venho falar-te das estrelas do infinito,
do amor puro e verdadeiro
das minhas consonâncias...
das poeiras de impertinentes esperas
e das minhas esfatiadas aventuras.

O encontro

Os absurdos da vida
deixam fendas,
como as doces recordações.
O medo de amar
traz a separação...
e deixa as mágoas no coração.
Os que estão conosco
nem sempre ficam para sempre
e quando despertamos,
sentimos o coração ferido...
Assim é preciso recomeçar
de novo,
pacientemente...
acreditando em Deus
e em nossas próprias forças.

João Guedelha

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010